Nos desencontros impostos pela vida, fica o espaço para o reencontro consigo mesmo.
É o momento do enamoramento, na solidão do inverno.
Intimidade comigo mesma proporcionada pelo desencontro temido.
O reencontro é assustador, o silêncio amplifica os gritos dos fantasmas escondidos no sótão.
Nem adianta disfarçar, fingir que não estou ouvindo, eles dão um jeito de se fazerem presentes...
É urgente a necessidade de faxina no sótão das emoções.
De cara a cara com medos, tristezas e inseguranças empoeiradas em seus lugares, parece menos pior do que imaginado.
O luto toma meu corpo.
Meus fantasmas me faziam companhia.
Agora o espaço está vazio, meus pensamentos fazem eco, posso me ouvir melhor.
O reencontro enfim encontra a beleza, a leveza e a liberdade.
O vazio dói, mas dá oportunidade ao novo.

0 comentários:
Postar um comentário